• segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

    Folder da Beer Banda com Ivete em 1993.
    Na verdade, acho que estrelas não nascem, simplesmente começam a brilhar. Mas utilizei o título acima para me referir ao início da carreira de Ivete na axé music. Muito se fala da grande Banda Eva, onde ela despontou com músicas inesquecíveis. Antes disso, porém, Ivete Sangalo comandou a Beer Banda. Curiosamente essa banda era da galera do Cerveja & Cia, bloco que hoje pertence ao grupo Sangalo. Em 1993, no entanto, o Bloco Cerveja & Cia e a Beer Banda eram comandados por uma outra turma que também fez história no carnaval baiano: Lulinha, Valton, Paulo Buçanha, Luciano, Aroldão, Cid Andrade e Dudu. Os dois ultimos acumulavam a função de produtores da banda. Além de Ivete, a Beer Banda também contava com a voz do impagável Luciano Sotelino, misto de cantor e empresário, e meu amigo. Certa noite quase morrí de rir com o próprio me contando as peripécias e foras que cometeu na sua breve carreira artística. Em uma das apresentações, de porre, saiu carregado do palco. Ivete teve que cantar sozinha e ainda improvisar as músicas do repertório dele. Depois, muito justamente, ela quis matá-lo. Diante de micos como o daquela noite, nossa musa, certamente, não tinha idéia do futuro lhe aguardava. Assim brilham as estrelas. Grande Ivete.


    Além de Ivete Sangalo e Luciano Sotelino, a Beer Banda era composta por Samuel Touchê no contra-baixo, Washington Barreto nos teclados, Zé Carlos na bateria, Marcelo Mendes na guitarra e Alexandre Lins na percussão.

    Esse folder foi criado por mim e Beto Carrilho em 1993. A finalização utilizava fotocomposição para os textos, cópias fotográficas para as marcas e muita cola benzina para montar tudo.

    Copio a seguir, trechos do comentário de Cid Andrade, produtor da Beer Banda. 
    …na memória um show na Starlight, numa Praia do Forte ainda quase virgem. Valton gastou a tarde de sexta para “comprar” o figurino da nossa queridíssima estrela, mas, no sábado e na hora do show, ela não quis usar a “roupa cara” e acabou atacando as nossas mochilas…. cantou com um short amarelo que levei, o mesmo que usaria no dia seguinte… perdi o short, mas ganhei uma resenha que vou contar para os bisnetos…” / “… inclusive a do dia que Ivete ligou de manhã na casa de Valton e foi atendido por Dr. Roberto que, ao ouvir a voz rouca, quase impostada, não titubeou e disse: “Valton, seu “Paulo Buçanha” está no telefone, com voz rouca, fingindo que é uma mulher e que se chama Ivete… estas brincadeiras tem que acabar…


     
    postado por: @pry_da_bahia